quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Treinando Um Repositor


Como treinar o repositor de mercadorias da minha loja? O que ele deve fazer?

Os repositores precisam ser treinados sob dois aspectos: o técnico e de atendimento. O primeiro envolve o abastecimento e o layout das gôndolas. O gerente do setor ou um repositor já experiente no serviço podem ensinar o novo funcionário. “O treinamento pode começar pelo layout. É preciso explicar detalhadamente para aonde vão os produtos e como serão alocados. Ele deve aprender quais itens (das categorias que está repondo) são os campeões de vendas, para dispor na altura correta das prateleiras. Na linha dos olhos, por exemplo, ficam os que tem maior rentabilidade.
É importante que o repositor esteja sempre atento para não deixar formar buracos nas prateleiras. Para facilitar a operação, principalmente se a loja for muito grande, a dica é responsabilizá-lo por dois ou três corredores de produtos, no máximo.  
Os repositores também precisam aprender as técnicas de construção de pilhas promocionais (caixas, latas, sacos), para que possam montar e cuidar da reposição. “Quando o cliente pegar um produto do meio da ilha, por exemplo, ela não pode desmoronar”.
E, caso o estoque da loja seja muito grande, o que requer uso de equipamentos, como empilhadeiras e paleteiras, é necessário ensinar esses novos funcionários a pilotá-los, para que possam transportar caixas de mercadorias até os carrinhos. Não esqueça que, assim como os demais funcionários, os repositores precisam trabalhar dentro das normas de segurança da categoria.
No que diz respeito a atendimento, eles podem ser orientados a não deixar de atender a qualquer solicitação no PDV. “Se o cliente estiver com problemas para achar um produto, eles podem parar o que estão fazendo para levar o cliente até o corredor procurado. Por isso, é importante que esses funcionários conheçam a loja de ponta a ponta”.
Por último, procure ensinar os repositores a exercer um atendimento pró-ativo, adiantando-se à dúvida do cliente . “Se percebe que o consumidor está com dúvida sobre uma mercadoria ou qualquer outra coisa, ele pode oferecer ajuda. Para isso, deve estar informado sobre as características do produto que está repondo. Isso faz toda a diferença com o cliente”.

Otima Forma De Controle de Estoque


Estoque na medida certa (Excelente Forma de Controle de Estoque)


Quando se fala em gestão de estoques, a maior preocupação dos supermercadistas é a de não faltar produtos. Não por acaso. A ruptura é um problema que assombra o setor há muitos anos. Mas ter produtos em excesso também significa custo alto com mercadoria que não gira. Ou seja, produto que não se converte em dinheiro para os supermercados, o que normalmente acarreta em dificuldades com o fluxo de caixa. Abaixo você encontra algumas dicas de especialistas em varejo para manter o estoque sob controle:
  • O primeiro passo é extrair dos sistemas de gestão dados precisos sobre o nível de estoques por categorias e o tempo que demoram para girar. Quanto mais a informação for aprofundada – marca e item –, melhor. Fazer inventários periódicos é uma maneira de manter essas informações sempre atualizadas.
  • A partir disso, deve-se analisar cada caso, seguindo o seguinte raciocínio: se o fornecedor entrega o produto a cada 5 dias e o seu estoque é suficiente para 10 dias de vendas, já existe aí uma oportunidade para reduzir a cobertura de estoque pela metade.
  • É preciso ainda levantar dados confiáveis sobre a performance dos fornecedores: se entregam no prazo ou atrasam (nesse caso, quantos dias demoram para providenciar o envio); se entregam o pedido completo ou se sempre falta alguma mercadoria (é preciso saber, de um pedido completo, qual o percentual de itens entregues. Por exemplo: 60% do pedido, 30% etc).
  • Feito isso, é importante que o supermercadista avalie por que existe demora no recebimento ou por que o pedido não chega inteiro: a distância entre a cidade (ou bairro) onde fica a loja e o centro de distribuição do fornecedor, trânsito, leis que impedem circulação de caminhões, entre outros.
  • Após levantar as informações descritas no terceiro e quarto tópicos, é necessário calcular uma margem de segurança. Caso o fornecedor costume atrasar 2 dias, é bom somar esse período ao nível de estoque desejado. Isso é importante porque muitos supermercadistas simplesmente chutam a margem de segurança para cima em vez de calcular com base em dados concretos.
  • Uma forma de visualizar se o estoque está acima do necessário é delimitar visualmente espaços de armazenamento para cada categoria. Isso pode ser feito, por exemplo, com marcações no chão do depósito. Se for preciso mais espaço do que aquele que foi delimitado, significa que o estoque está acima do necessário e é possível diminuir o volume comprado.
  • Procure também organizar reuniões semanais com a área comercial para acompanhar os índices de ruptura, perdas e cobertura de estoques. A ideia é que justifiquem os desvios que ocorrerem nesses indicadores. Mas, atenção, é preciso analisar esses dados conjuntamente, uma vez que um influencia o outro diretamente.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Layout Padrão de Loja Ideal


Ola a todos.

Neste post, vamos falar sobre alguns conceitos básicos para um bom layout, o que eu considero, um layout padrão para uma loja.
Esse layout padrão pode ser aplicado em praticamente qualquer tipo de varejo, ou qualquer tipo de canal, pois não leva em consideração o produto em si, e sim o comportamento do consumidor e como este reage ao espaço físico da loja.
Sendo assim, vamos tomar como base a imagem abaixo, dividindo-a como mostra a figura abaixo, em quatro partes (ou setores, como preferir):


Primeira parte (azul): Vitrines e respiros
Esse é o primeiro contato do cliente com a loja, é seu cartão de visitas.
Principalmente para lojas de rua, de perfil tradicional, é nessa primeira parte da loja, que colocamos as vitrines da loja, ou seja, os chamarizes, as iscas para atrair os clientes ficam nesta parte da loja.Para lojas de perfil popular, é interessante utilizar essa parte da loja, como se fosse uma extensão da rua, de modo o mais convidativo possível, para que o cliente “entre sem perceber” pela loja.

Em alguns casos, alguns lojistas inclusive jogam os produtos o mais próximo possível da calçada para criar este efeito, o de “extensão da rua”.Para lojas mais recuadas da rua, como as que possuem estacionamento, deve se ter cuidado com as mercadorias expostas, dado que o cliente irá entrar na loja, muitas vezes, sem perceber estas mercadorias.

Segunda parte (amarelo): Produtos de compra por impulso.

Essa é a parte da loja na qual meu cliente já se encontra “dentro” da loja.Entretanto, nessa parte, meu cliente ainda não “percebeu” a loja.

Nessa parte colocamos normalmente os produtos de venda por impulso, ou algumas ofertas. É nessa parte também que oferecemos aos clientes produtos novos, ou departamentos novos.

Colocamos ofertas e produtos novos, pois no primeiro contato, procuramos “orientar” o cliente a também comprar nossos novos produtos e se interessar por nossas novidades.Nessa zona, é comum também encontrarmos os caixas de pagamento e saída (check-outs) da loja, por isso, procuramos colocar produtos de venda por impulso nesse setor, pois é no momento de saída que compramos este tipo de produto (sabe aquelas balinhas que ficam no caixa do supermercado ?)

Terceira parte (laranja): Zona de cognição
Essa é a parte da loja que seu cliente "realmente está" em sua loja.
É nesse setor que você deve colocar os principais produtos de sua loja, principalmente aqueles na qual o cliente demora um tempo maior para escolha, o que chamamos de produtos de cognição.
Nesse setor ficarão também os principais serviços que sua loja oferece, principalmente serviços que permitam um atendimento mais confortável e um momento mais agradável, como lanchonetes, cafés, mesas de atendimento, financeira, etc.
Quarta parte (vermelha): Produtos categorias destino
Na ultima parte colocaremos os produtos de destino da loja. Mas o que são produtos de destino?
São exatamente aqueles produtos "essenciais" de sua loja. Aqueles produtos o qual seu cliente sai de casa em busca deste em sua loja.
É como a velha historia do pãozinho colocado no fundo de um supermercado, que muitos já conhecem. Essa tática faz com que seu cliente percorra por toda sua loja, até chegar ao produto que ele busca.
Assim, no meio do caminho, há a possibilidade de você oferecer outros produtos e possibilitar a venda de alguns os quais ele não tinha uma intenção inicial de compra, como os produtos de compra por impulso.
Para alguns tipos de varejo, os produtos de destino costumam a necessitar de uma melhor logística e por conseqüência, uma melhor localização na loja, dada sua alta rotatividade. Nesse caso, o melhor a fazer é também localizá-los próximo à entrada do depósito, quando houver.

Utilizando esse layout padrão, é possível criar soluções para diversos tipos de formatos.
O layout é algo que deve ser estudado e analisado à exaustão, de modo que não reste dúvidas quanto à localização de mercadorias, entretanto, este não somente pode, como deve, ser constantemente revisto e se necessário alterado, de modo a criar uma loja sempre dinâmica.

Aumente a Venda de Qualquer Mercadoria

Exposição inovadora turbina vendas de massa de tapioca no Futurama

Podemos Triplicar a venda de qualquer mercadoria, basta ter criatividade e iniciativa.

Não é hábito do consumidor comprar massa de tapioca para prepará-la em casa. Mas, para quem frequenta o supermercado, isso está mudando. Na unidade de um supermercado, o gerente Antônio Ferreira de Souza promoveu uma exposição diferenciada do produto, em frente à seção de padaria. O local reúne todos os ingredientes para preparar a tapioca: massa, leite condensado, coco e outros produtos, além de uma decoração especial, para atrair mais clientes. Com o “kit” completo reunido em um só lugar, o supermercado não só melhora as vendas da massa de tapioca, como ainda agrega mais valor ao produto.

Antes da novidade, o supermercado vendia, em média, 700 pacotes de massa de tapioca por mês. Com a nova exposição, o número quase triplicou, indo a 1900 pacotes. “O produto chamou a atenção pela decoração e pelo local exposto. Na padaria, as pessoas estão dispostas a experimentar coisas novas. Funcionou, principalmente com as senhoras”, explica Antônio.

Cuidado com a Desorganização

Cuidado com a bagunça!

Será que não acontece a mesma coisa onde você trabalha?
 
 
 
Prateleiras bagunçadas deixam qualquer loja com um aspecto muito negativo. E não é para menos, já que do ponto de vista dos clientes isso se caracteriza como desmazelo, negligência e desrespeito. As consequências podem ser graves para o negócio. Além de quebras e perdas, o público, aos poucos, irá se afastar. Então, cuidado! Não deixe sua loja chegar a esse estado (foto). Procure orientar seus funcionários a repor os produtos sempre enfileirados, sendo que os iguais devem ficar todos agrupados. Fazer vistorias diárias também é recomendado, porque os clientes, apesar de exigentes, costumam bagunçar as prateleiras. Essa é uma maneira simples de garantir a organização.

Problemas Visuais "Simples". Será que é simples mesmo?

Problema na comunicação visual

 A Seção é de Cervejas ou refrigerantes?



    Aparentemente, as prateleiras de refrigerantes da seção de bebidas desse supermercado, localizado em campinas, no interior de São Paulo, estão em ordem. Afinal, não há vestígio de ruptura e todas as garrafas estão alinhadas e separadas por marca e sabor. O problema é que, de acordo com o layout da loja, cervejas deveriam estar expostas nesse espaço e não refrigerantes, conforme atesta a comunicação visual. À primeira vista, não significa muita coisa, mas o erro pode trazer consequências. Talvez os clientes encarem o fato como falta de organização e, com isso, criem uma imagem negativa da loja. Então, cuidado para que essa falha não aconteça na sua.